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Viaduto Otávio Rocha: obras de revitalização avançam no Centro Histórico de Porto Alegre

FOTOS: PEDRO PIEGAS/PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

A revitalização do Viaduto Otávio Rocha, um dos cartões postais mais conhecidos de Porto Alegre, completa oito meses de obras na segunda-feira, 24 de julho.


Orçado em R$ 13,7 milhões, o projeto prevê a restauração, recuperação, correção e conservação da estrutura.


Além da reforma dos elementos construtivos

e decorativos – com a substituição do cirex, revestimento característico do viaduto – também estão em andamento soluções para as instalações elétricas, telefônicas, lógica, sistemas de segurança e iluminação pública.


São efetuadas, ainda, adequações na rede hidrossanitária, no sistema de drenagem e um processo de impermeabilização.


A Concrejato, empresa vencedora da licitação, é a responsável pelos serviços.


No lado do sentido bairro-Centro da avenida Borges de Medeiros, já foi feita a remoção das esquadrias para reconstituição da madeira em decomposição e a colocação de pisos novos nas lojas.


No outro lado da avenida, estão sendo removidos os entulhos das salas e dos mezaninos para o começo dos trabalhos nos próximos dias.


As escadarias estão sendo impermeabilizadas para não haver mais infiltração nas lojas.


Construído a partir de 1928, o Viaduto Otávio Rocha recebeu apenas duas intervenções de recuperação: em 1998 e 2010.


A partir da revitalização, a estrutura contará com um novo Plano de Proteção Contra Incêndios (PPCI) e passará a atender aos critérios de acessibilidade.


O projeto prevê também investimentos em sinalização viária, turística e comercial.


O prazo previsto de execução é de 18 meses.


A revitalização do Viaduto Otávio Rocha integra um conjunto de intervenções previstas no programa Centro+.


São cerca de R$ 80 milhões somados, entre contrapartidas e financiamentos, para requalificar e melhorar o Centro Histórico.


História

O Viaduto Otávio Rocha é uma das grandes obras de urbanização de Porto Alegre e integrou o Plano de Melhoramentos e Embelezamento da Capital, proposto em 1914 pelo engenheiro João Moreira Maciel, diretor de Obras da Intendência Municipal.


O Plano Maciel alinhava-se com outros projetos de urbanização de diversas capitais, com abertura, alargamentos e prolongamentos de vias, canalizações de águas, construção de jardins e parques e instalação de novos equipamentos.


A estratégica ligação do Centro à Zona Sul, com o alargamento e o rebaixamento das ladeiras do estreito Beco General Paranhos, determinou a construção do Viaduto para conectar a avenida Duque de Caxias.


As duas novas estruturas foram denominadas de Otávio Rocha e Borges de Medeiros, intendente municipal e presidente do Estado, respectivamente. O projeto dos engenheiros Manoel Barbosa Assumpção Itaqui e Duílio Bernardi, eméritos professores da Escola de Engenharia, foi aprovado em 1927.


Os autores foram responsáveis por importantes obras na Capital, algumas das quais hoje integram o campus central da UFRGS, em estilo eclético ou elementos artísticos do art-Déco.


A concorrência para a execução das obras do viaduto foi vencida pela Companhia Construtora Dyckerhoff & Widmann e a obra foi inaugurada em 1932.


Em 1988, o Viaduto Otávio Rocha foi protegido legalmente pelo tombamento municipal proposto pela Equipe do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural (Epahc) e aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio.


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