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TURISMO PALEONTOLÓGICO: RURAL OU URBANO?

Atualizado: 8 de Set de 2019










Opinião - Turismo Paleontológico: Rural ou Urbano?


Abdon Barretto Filho |  Economista


Abdon tocando em uma árvore petrificada de mais de 200 milhões de anos no Jardim Paleobotânico de Mata, Cidade da Pedra que foi Madeira, na Região Central do Rio Grande do Sul.

Segundo a Organização Mundial do Turismo, o planejamento do fenômeno turístico, em todos os níveis (local, regional, estadual, nacional) permite uma gestão racional dos recursos, evitando-se um desenvolvimento desequilibrado dos mesmos, ou seu baixo ou não aproveitamento, ajudando a preservar os benefícios econômicos, sociais e ambientais, ao mesmo tempo em que minimiza seus custos.


Entretanto, o processo de planejamento não é simples, ao contrário, resulta ser um processo complexo devido aos múltiplos fatores que são considerados no Destino turístico. Implica na necessidade da gestão da informação abundante e adequada relativa à segmentação posterior da demanda em nichos diferenciados e facilitando a tarefa de conservar o entorno, não só em benefícios dos residentes e também em benefício de inversões turísticas em longo prazo.


No caso da segmentação do Turismo, o desafio é entender e compreender as possibilidades de aumentar fluxos de visitantes atendendo a demanda por determinados aspectos geográficos, históricos, culturais e de equipamentos e serviços.


O Turismo Paleontológico tem uma demanda constante identificada pelo interesse em conhecer as exibições dos achados fósseis e réplicas em museus de vários locais do mundo. 


Também, existem interessados nos sítios, nos locais das pesquisas e áreas delimitadas para visitações. Em conversas com pesquisadores e profissionais do segmento, observa-se que o visitante pode ser atraído pela informação qualificada e pelo imaginário temático. Na realidade, de uma maneira geral, o visitante quer conhecer e ter experiências durante sua visita. 


Quando um destino turístico consegue delimitar o produto turístico diferenciado, apresentando atrativos turísticos com infraestrutura adequada, seja ele urbano e/ou rural, pode gerar emprego, renda e impostos, além de desenvolver a autoestima do núcleo receptor.


O Turismo Paleontológico Sustentável é uma realidade e, para algumas cidades, uma verdadeira dádiva da natureza quando a ciência confirma uma série de locais que podem ser atrativos internacionais, necessitando planejamento, gestão, controle e avaliação para transformar a pré-história, por exemplo, em atividades que possam melhorar a qualidade de vida da população. 


Afinal, para que serve uma moeda no fundo do oceano? Do que adianta ser referência mundial em achados fósseis se a população local não é beneficiada? Talvez, seja um grande desafio conseguir conciliar os interesses científicos das importantes pesquisas e os desejos dos visitantes ávidos pelos conhecimentos disponíveis, em linguagens adequadas, sobre os fósseis de criaturas triássicas (antes do jurássico), por exemplo. 


Os paleoartistas, os imaginadores, os profissionais de marketing e turismo podem contribuir para diminuir as incertezas dos sucessos dos projetos que não precisam ficar esperando mais duzentos milhões de anos para ser disponibilizado no mercado turístico. 


O Turismo Paleontológico é um segmento que está em evolução com mais atrativos e operadores interessados nos museus com exposições dos achados fósseis,replicas e os sítios Paleontológicos e Paleobotânicos, principalmente na Rota Paleontológica que inicia em Candelária e termina na  Mata, cidade da Pedra que foi Madeira .

Os estudos para os tombamentos de algumas áreas de pesquisas continuam através dos entidades responsáveis. 


Outro destaque é a retomada dos estudos para a indicação como Patrimônio Natural da Humanidade do Jardim Paleobotânico de Mata, Cidade da Pedra que foi Madeira, criada em 1980 através de convênio entre a UFSM –Universidade Federal de Santa Maria com a Prefeitura Municipal desse pequeno município da Região Central Gaúcha. A reserva paleobotânica serve de campo para estudos e pesquisas.


Nesse local conservam-se preciosidades valiosíssimas e incalculáveis de fósseis vegetais para observação “ in sito ” dos milhares de pesquisadores, estudantes e visitantes nacionais e internacionais, respeitando-se os limites para sua sustentabilidade. 


É um dádiva da natureza com troncos de árvores fossilizadas com mais de mais de 200 milhões de anos no Jardim, nas ruas e praças, obra iniciada pelo Padre Daniel Cargnin. 


Em 1985, foi lançada uma campanha que poderá ter um novo encaminhamento buscando o provável reconhecimento mundial desse primeiro Jardim Paleobotânicodo Brasil.


Convém salientar que a cidade da Mata foi contemplada com recursos da consulta popular cujos recursos foram liberados em 2017.


Visite www. Turismo.rs.gov.br e baixe o aplicativo grátis Turismo RS para ter mais informações sobre os 497 municípios gaúchos,27 regiões turísticas, 140 roteiros turísticos e os mais de 500 eventos cadastrados que são realizados no Rio Grande do Sul.


Foto: Abdon Barretto Filho | Arquivo Pessoal | Divulgação.

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