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Turismo: nada será como antes?


*Abdon Barretto Filho – Economista e Mestre em Comunicação Social

contato@abdonbarrettofilho.com.br

É óbvio que a estruturação da oferta turística deve ser adaptada para atender a uma nova demanda que quer o melhor, aqui e agora.

Os Destinos Turísticos, com seus aspectos geográficos, históricos, culturais dependem dos meios de transportes, meios de hospedagens, serviços receptivos e da infraestrutura, compatíveis com as necessidades e preferências dos visitantes.

Será que os atrativos turísticos atuais serão capazes de atraírem novos fluxos de visitantes?

Será que estão cumprindo os protocolos que garantam a indispensável segurança para os visitantes e seus residentes? Muitos serviços serão aproveitados e alguns eliminados por não existirem consumidores.

Em primeira instância, a motivação da viagem será decorrente de uma série de variáveis controláveis, incluindo os investimentos e custos para o consumo do tempo livre em local fora da residência permanente.

Serão necessários estudos sobre as futuras preferências reveladas dos visitantes, assim como, o comprometimento da comunidade local com o bem receber.

As parcerias entre as empresas, entidades e os órgãos governamentais serão fundamentais para a retomada, destacando-se: vacinações e testagens, assim como os protocolos que evitem as transmissões de doenças.

Alguns países já estão trabalhando com o tema, incluindo propostas de acordos entre eles para salvarem as suas receitas originadas dos gastos dos visitantes.

No Brasil, principalmente, no Rio Grande do Sul com estatísticas históricas sobre os importantes fluxos de turistas argentinos e uruguaios, espera-se que acordos sejam firmados para recuperações dos mercados.

Nos fluxos de visitantes dentro do território gaúcho, os desafios devem ser enfrentados com profissionalismo, avanços tecnológicos, investimentos nas adaptações e comunicação integrada (incluindo relações públicas, propaganda, publicidade, eventos promocionais, redes sociais, entre outras ações nos mercados emissores) para estimularem as demandas reprimidas. Além disso, investimentos nas estradas e nos aeroportos facilitam as decisões das viagens.

Quanto maior agilidade melhor, para atingirem as expectativas dos potenciais visitantes.

Convém salientar que, com novas eleições em 2022, espera-se a inclusão no debate político sobre a retomada do Turismo como fenômeno gerador de emprego e renda, reconhecendo sua importância econômica, social e cultural.

Nos últimos anos, conceitos, experiências comprovadas positivas, visão estratégica e valorização de fluxos de visitantes foram ignorados por alguns neófitos responsáveis pelas políticas públicas.

Simplesmente, ignoraram o Turismo, mesmo o Brasil tendo um Ministério e com profundos avanços para valorizar o setor e parcerias com entidades e empresas.

É lamentável.

Mas, sejamos otimistas. Sempre.

Existem bons exemplos nas 27 regiões turísticas do Rio Grande do Sul, que representam 371 Municípios turísticos, com serviços e equipamentos implantados e sabem que precisam adaptações às novas demandas para continuarem no mercado de turismo e da hospitalidade.

Ou muda ou deixa de existir atratividade.

Na pós-pandemia, nada será como antes.

É simples, assim.

Será?

Respeitam-se todas as opiniões contrária.

São reflexões.

Podem ser úteis.

Pensem nisso.

*Especializado em Economia e Marketing aplicado ao Turismo e à Hospitalidade, professor, consultor, escritor e palestrante


Textos e podcasts em www.peloscaminhosdoriogrande.com.bre www.abdonbarrettofilho.com.br