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  • Pelos Caminhos do RS

A transversalidade e a tecnologia aplicada ao turismo


Abdon Barretto Filho*


O Turismo é um fenômeno mundial, gerador de emprego, renda, impostos e autoestima. Depende do profissionalismo no Planejamento e Estruturação da Oferta Turística; na Qualificação dos serviços oferecidos; na Promoção do Destino Turístico, principalmente no Marketing da Cidade; apoio à Comercialização dos Produtos Turístico Complementares e Periféricos completado com Monitoramento constante dos fluxos de visitantes.


Quando as parcerias públicas e privadas compreendem e realizam os investimentos indispensáveis, os empregos são mantidos e ampliados; os salários são pagos; os capitais investidos são remunerados; os impostos e taxas são captados e a comunidade valorizada, gerando autoestima. É óbvio que existe a Transversalidade com a Cultura; com a Geografia e o Meio Ambiente; com a História Local; com a Comunicação Social; com a Segurança; com a Tecnologia, entre áreas do conhecimento humano, além dos equipamentos e serviços disponíveis para atender a Demanda Turística.


Convém salientar que a cidade é capaz de atrair visitantes quando seus residentes são bem atendidos e inseridos na estrutura da Oferta Turística, iniciando o processo através das declarações e ações das suas lideranças valorizando os aspectos positivos capazes de atraírem visitantes. É um trabalho árduo, com ciência e arte, muitas vezes ignorados e sem apoios de lideranças públicas e privadas. Para quem trabalha no sistema turístico, reconhece que a Tecnologia aplicada está presente em todas as operações que realiza desde da escolha da viagem, serviços dos transportes, passeios, participações em eventos, reservas em restaurantes, entre outros.


Entretanto, infelizmente, algumas cidades que pretendem ser Destinos Turísticos Inteligentes estão limitadas aos sites simples, ignorando as possibilidades da rede mundial dos computadores e a chegada próxima da Tecnologia 5G, a Internet das coisas, com ilimitadas possibilidades. Logo, salvo melhor juízo, o Turismo precisa ser ouvido e participar das soluções para diminuir o desemprego, principalmente.


Convém salientar que, em todo o mundo, o Turismo tem importância econômica, social, cultural, ambiental. No Brasil, mesmo reconhecendo as boas iniciativas, ainda estamos dependendo das decisões políticas governamentais, esquecendo que são necessárias ações de continuidade nas políticas públicas. São constatadas ausências de Políticas Públicas e Programas para o setor. E, quando existem, estão vinculadas aos loteamentos dos cargos entre apoiadores dos governantes eleitos, às vezes, sem preparos técnicos. Será? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.


* Economista e Mestre em Educação